Évora: Precipitação e Vento forte

Évora: Precipitação e Vento forte

SHARE
, / 3 0

LISBOA – No seguimento no contacto estabelecido com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) realizado hoje, 13 de fevereiro, no Comando Nacional de Operações de Socorro (CNOS) da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), espera-se para o dia de amanhã, 14 de fevereiro, um agravamento das condições meteorológicas com a ocorrência de:

– Precipitação persistente pontualmente intensa com valores acumulados da ordem dos 40mm/24h, em especial nas regiões do Minho e Douro Litoral;
– Vento SW/W forte acompanhado de rajadas que poderão atingir os 100km/h nas regiões do litoral Norte e Centro e terras altas;

Espera-se um desagravamento da situação meteorológica a partir das 21h de amanhã, passando a regime de aguaceiro dispersos, que poderão ser de neve nas regiões do Gerês e Estrela.

Situação Hidrológica
Mantêm-se elevados os níveis hidrométricos nas principais bacias, com destaque para o Tejo, não se prevendo, com os dados disponíveis de momento, que haja alterações significativas nos próximos dias.

EFEITOS EXPECTÁVEIS
Face à situação acima descrita, poderão ocorrer os seguintes efeitos:

– Piso rodoviário escorregadio e eventual formação de lençóis de água ou acumulação de neve ou gelo;
– Possibilidade de cheias rápidas em meio urbano, por acumulação de águas pluviais ou insuficiências dos sistemas de drenagem;
– Possibilidade de inundação por transbordo de linhas de água nas zonas historicamente mais vulneráveis;
– Inundações de estruturas urbanas subterrâneas com deficiências de drenagem;
– Danos em estruturas montadas ou suspensas e quedas de árvores;
– Danos em estruturas junto à orla costeira;
– Fenómenos de galgamento costeiro, agravados para a fragilidade atual da orla costeira;
– Acidentes geomorfológicos causados pela instabilidade de vertentes associados à saturação dos solos e perda de consistência.

MEDIDAS PREVENTIVAS
A ANPC recorda que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, pelo que se recomenda que :
– Reforçar os mecanismos de fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas;
– Evitar circular ou permanecer junto de áreas arborizadas, nomeadamente matas nacionais, estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte;
– Evitar circular ou permanecer junto à orla costeira e zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a galgamentos costeiros;
– Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas;
– Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a possível formação de lençóis de água nas vias;
– Não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;
– Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança.