A «Idade de Ouro do Cinema Italiano» apresentada em Oeiras

A «Idade de Ouro do Cinema Italiano» apresentada em Oeiras

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image005OEIRAS – “A Idade de Ouro do Cinema Italiano (dos anos 40 aos anos 70)” é o tema da edição de 2013 da Masterclass de “História do Cinema”, orientada por Lauro António que, até dezembro, apresenta ao público um vasto núcleo de obras essenciais dos mais salientes autores, das mais variadas tendências do primeiro neorrealismo e suas derivas futuras. Esta iniciativa é organizada pela Câmara Municipal de Oeiras.

As sessões têm lugar às terças-feiras (também às quartas-feiras em Julho e Agosto), às 17H00, no Auditório Municipal Maestro César Batalha (Avenida das Descobertas, 59 – Galerias Alto da Barra, Oeiras). A entrada é gratuita, limitada aos lugares disponíveis.

Durante os derradeiros anos da II Guerra Mundial, impondo-se definitivamente logo a seguir ao final do conflito, desenvolveu-se em Itália um movimento cinematográfico que ficou conhecido como neorrealismo. Lutando contra a opressão do fascismo-nazismo que dominou até 1945, o movimento procurou libertar o cinema das teias da anterior mentira e do artificialismo, procurando temas populares, que retratassem a realidade social do País, saindo da segurança dos estúdios para filmar na rua, trocando atores profissionais por amadores, improvisando ficções muito ligadas ao documentarismo, e descobrindo uma geração de cineastas que se haveria de impor como das mais importantes do cinema mundial: Vittorio De Sica, Cesare Zavattini, Roberto Rossellini, Luchino Visconti, Federico Fellini, Michelangelo Antonioni, Dino Risi, Giuseppe DeSantis, Pietro Germi, Aldo Vergano, Alberto Lattuada, Luciano Emmer, Renato Castellani, Luigi Zampa, Mario Comencini, entre tantos outros. Em simultâneo, lançaram-se dezenas de novos actores que iriam marcar igualmente a produção cinematográfica das décadas seguintes.

Por esses filmes perpassam alguns dos maiores atores e atrizes desse período extremamente fecundo e de uma invulgar influência em toda a cinematografia mundial. Entre dezenas de outros, italianos e internacionais, citam-se Sophia Loren, Jean Paul Belmondo, Marcello Mastroianni, Giulietta Masina, Alberto Sordi, Anthony Quinn, Richard Basehart, Vittorio Gassman, Jean-Louis Trintignant, Catherine Spaak, Broderick Crawford, Anita Ekberg, Anouk Aimée, Claudia Cardinale, Dirk Bogarde, Ingrid Thulin, Helmut Griem, Romolo Valli, Giancarlo Giannini, Laura Antonelli, Jennifer O’Neill, Lea Massari, Ugo Tognazzi, Nino Manfredi, Sylvia Koscina, Agostina Belli, Folco Lulli, Silvana Mangano, Massimo Girotti, Trevor Howard, Romy Schneider, Helmut Berger, Alida Vali, Farley Granger, Maria Schell, Alain Delon, Renato Slavatore, Annie Girardot, Burt Lancaster, Aldo Fabrizi, Ingrid Bergman, George Sanders, Vittorio De Sica, Lucia Bosé, Massimo Girotti, Gino Cervi, Eleonora Rossi Drago, Paolo Stopa, Gabriele Ferzetti, Steve Cochran, Monica Vitti, Jeanne Moreau, Francisco Rabal, Richard Harris, Vanessa Redgrave, David Hemmings, Sara Miles, Jack Nicholson, Maria Schneider, Amedeo Nazari, François Perier, Franco Interlenchi, Franco Fabrizi, Peppino De Filippo, Carla Del Poggio, Sandra Milo, Valentina Cortese, Magali Noël, Dorian Gray, Franca Valeri, Yvonne Furneaux, Walter Chiari, Tomas Milan ou Daniela Silverio.

Uma temporada cheia de bom cinema, repleto de obras-primas indiscutíveis, comentadas por palestras e textos originais, que irão certamente permitir ter uma ideia muito aproximada de um dos momentos mais criativos e interventivos da cinematografia mundial.